Psicanálise, behaviorismo e Gestalt
Componentes:
ANAÍSE STEFANIE ROSA
MARCELA GONÇALVES DE QUEIROZ
MILENA LAGES FERREIRA
TAIS DOS SANTOS
THAIS CAROLINE
THAYSSA FERREIRA PIMENTA
1.
PSICANÁLISE E PUBLICIDADE
A psicanálise aparece na publicidade, quando
um desejo é “criado” ou “estimulado” dentro de nós. Isto porque nosso
inconsciente é dotado de uma chamada pulsão
de prazer, à qual às vezes consegue chegar à superfície, nos fazendo saciar
o desejo da compra, ou tomar alguma atitude precipitada e nos encher de culpa,
também por sermos tão desleixados a ponto de deixar que nosso inconsciente tome
decisões por nós. Mas é exatamente desta brecha que a publicidade se aproveita
para vender seus produtos.
Existe também, um ponto de vista semiótico,
que surge na publicidade tomando referências emocionais, afetivas e simbólicas,
no qual o produto nada mais é que um meio de acesso ao que ele representa.
Então, dentro desta visão, todo ato de compra, mais que para satisfação
material inerente, é, principalmente uma forma de proporcionar prazer.
Por exemplo, para matar a sede, fisicamente
precisaríamos de água; mas nosso inconsciente clama por Coca-cola. Outra
necessidade humana é se comunicar, mas não basta ser um celular qualquer;
precisamos do iPhone. Portanto escondemos nossos desejos por trás de situações
quotidianas, como comprar roupas, saciar a sede, ou nos comunicar.
2.
BEHAVIORISMO E PUBLICIDADE
O behaviorismo têm uma ótica mais absoluta,
onde a publicidade nos “ensina”, nos “educa”, e nos dá ordens, para que a
necessidade do produto seja criada em nós. Essa ordem, às vezes é explicita,
como, por exemplo, no comercial do chocolate Baton, cujo bordão era “Compre Baton... compre baton...”; ou,
de uma forma mais despojada, no slogan da Nike “Just do it” (apenas faça); ou ainda, de forma quase imperceptível,
nos supermercados, na disposição estratégica dos produtos nas prateleiras,
quando as massas ficam coincidentemente perto de molhos de tomate e enlatados.
É como se dissessem a nós que, se você vai fazer macarrão no jantar, vai
precisar de molho, e de milho, e de ervilha, e de palmito, etc.
Então, assim como o rato de Skinner, também somos, de certo modo, condicionados pela publicidade
a comprar seus produtos; e nem nos damos conta disso, ou, percebemos, mas não
ligamos, pois já é algo tão intrínseco em nós que é uma reação automática,
exatamente como a do rato, que, de
tanto levarmos os choques de estímulo da publicidade, fazemos exatamente o que
querem que façamos: a compra.
3. GESTALT E PUBLICIDADE
Nada como uma boa identidade visual, para que
as pessoas se lembrem da sua marca/produto e façam as devidas associações,
novamente de modo simbólico, ou semiótico, com situações, emoções e lembranças
de sua vivencia. Como uma criança que não sabe ler, mas já tem em sua memória a
logo da Coca-cola, e sabe que aquela garrafa se trata da bebida. Ou como tal
marca acompanhou a vida de uma pessoa. Então o produto é associado a um momento
que ele lhe proporcionou, ou algo que lhe foi ensinado, como a bandeira do
Brasil;
A Gestalt trata das formas enquanto percepção
humana; e a publicidade, por esta ótica, visa transmitir idéias e conceitos
através de formas e imagens. Ou seja, a marca representa não só seu produto,
mas uma idéia, um sentimento, uma ideologia.